24 de março de 2013

10 quilômetros para recarregar energias



Exatamente 10 quilômetros, muito incentivo de véspera do meu filho Mark para que eu não desistisse do meu sonho e muita, muita vontade de viver essa adrenalina e energia de correr e de vibrar com a chegada. Devo confessar, no entanto: ontem desanimada, eu havia desistido e jogado a toalha, não me sentia emocionalmente forte para a corrida, estava triste, achava que não conseguiria. Mark falou as palavras certas no momento certo. Abaixei a cabeça, concordando com ele de que iria.

São partidas e chegadas. Opostas. Quando se parte, levamos a dúvida, na chegada a certeza, o dever cumprido, uma sensação de liberdade. Hoje quis muito a liberdade e dei menos importância à dúvida da partida. Fiz valer o número no peito e a força extrema do meu coração.



Enquanto o carro se dirigia ao Aterro, está envolvida com minha respiração e pensamentos e inclusive lembrei de um vídeo recente do Youtube - segue abaixo - sobre meditação de um instante ou minuto, me virei para mim e por instantes, meditei para criar mais foco e mais força mental.


Logo conseguimos estacionar e já se ouvia de longe o movimentos das barracas, das pessoas, o alto falante anunciando bem alto o Circuito Athenas. A hora se aproximava.
Pensei numa frase de Chico Xavier. Esse era o primeiro ano do resto da minha vida. Eu precisava e queria me superar. Sempre. Apesar de todos os pesares, de dias de possíveis tristezas ou melancolias.


Pronta e equipada para a corrida, me apresentei para as fotos que registrassem o momento que antecedia a corrida.


E, encontrei por lá, grandes amigos, amigos de longa data com quem eu já havia programado a peregrinação para Pedro Leopoldo e Uberaba - cidades de Chico Xavier. Rosane Flinkas e Claudio Bastos com o filho deles Vinicius. Todos preparados para correr: Claudio, corredor amador com mais experiência, correria os 10km e Rosane e o filho 5km. Eu, Mark e Caio correríamos juntos, um ao lado do outro, os 10km.




Eu e Rosane ao lado no encontro. Não foi o celular que nos reuniu ali, foram as energias que se encontraram. Uma surpresa, um acaso daqueles acasos que não existem.



Aqui ao lado uma foto com Rosane, Claudio e Vinicius.

Na foto ao lado, todos juntos, força reunida para iniciar a corrida.











A corrida ia começar. Fiz um vídeo curtinho antes da corrida que eu publicarei logo em seguida para explicar as sensações pré-corrida.


A adrenalina corre solta, o coração pulsa mais forte e dá para sentir o calor das pessoas e as expectativas voando pelo ar. É forte.

Vamos deixar então que os milagres aconteçam, que a força da emoção se transforme em alegria de  superação. Que acreditar se transforme em acontecimento. Intensamente crer.


Vale a pena dizer que, para correr, precisamos dar uma "limpa" no cérebro e esquecer dos pensamentos negativos e nos impulsionar pela magia do momento. A mente sobrecarregada pesa sobre os joelhos e alma num desafio como esse. A faxina era indispensável naquele momento.


A largada foi dada e iniciamos a nossa corrida num bom ritmo, mas sem exagerar porque o chegar era mais importante do que o tempo. A meta era mais importante do que número de minutos e passadas. Enquanto corríamos, posávamos para fotos, ríamos um com os outros. E admirávamos a vista do Pão de Açúcar, outros corredores e o que se passava com cada um deles.

Mark ainda tirou uma foto no meio da corrida que é bem o retrato do que falo acima.
Uma corrida leve e alegre. Uma corrida de corações juntos.



Mark, todo feliz, acenava para a câmera com aquela vista maravilhosa, estática e linda por trás.

Aos 9km, nos despedimos e deixei que eles fizessem uma corrida à moda deles, mais rápida, mais competitiva que eu seguiria no meu ritmo até o fim. Por incrível que pareça, no final, eu acelerei. E acelerei com vontade.

Brinquei com os fotógrafos que aguardam os corredores e passei finalmente na reta final.

Cheguei. E como cheguei! Cheguei muito feliz, cheguei orgulhosa de mim mesma, por ter acreditado, por ter me levantado da cama às 6h, por ter ido e por correr até o fim. E correr muito bem por sinal.

Segue vídeo de chegada:



Corri para mostrar para mim que eu era a maestra da minha vida. Sei que dá um trabalho danado ser feliz, mas certamente, amigos, vale a pena.
Valeu cada lágrima de ontem, cada minuto de sono ou de falta de sono, cada centímetro percorrido.



Valeu crer que era possível. Porque só uma pessoa pode mudar e movimentar minha vida: eu.



E eu estou aqui para te contar essa história e dizer para você que você também pode conseguir.
De verdade. Acredite em você, eu já acredito.

Beijos

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