20 de setembro de 2015

A vida que se foi...

Hoje as luzes se apagaram para a Priscila. Ela se foi de um infarto fulminante sem chance de pensar numa segunda chance. Deixou um vazio e muitas perguntas para os sobreviventes à sua volta. 
Afinal, o que será que fiz hoje para ser feliz?



Por que tenho adiado meus sonhos? O que tenho feito de bom da minha vida? Como tenho ajudado o próximo? Talvez Priscila não soubesse o quanto era querida com aquele sorriso aberto para quem entrasse no Salão. Priscila não teve tempo de saltar de asa delta como conversamos. Não vai acompanhar o crescimento da filha ainda pequena. Não vai mais me dar um bom dia. C'est fini para Priscila. O tempo na terra acabou. Doeu e vai doer muito ainda.

Jovem se foi como muitos jovens que se vão de uma hora para a outra de forma besta. Hoje me perguntei o dia todo para que tanta preocupação à toa se tem alguém que partiu sem saber o porquê. Que motivo nos levam a discutir o sexo dos anjos, nos magoar com coisas tão pequenas, se há coisas tão grandes para serem celebradas e vividas? Até que ponto temos consciência da finitude?


Priscila não está mais entre nós de corpo presente, mas nos deixou pensativos. Como retomar a rotina se agora sabemos que qualquer dia é dia e qualquer hora é hora? James McSill me contou de sua história de quase morte e como passou a viver depois do acidente que sofreu. Tudo se tornou relativo e menos importante quando se tem vida e pulsação.


Convido meus amigos, meus leitores, pessoas queridas a pensarem junto comigo. Amanhã é domingo, o que vou fazer diferente amanhã? Como mostrar a Priscila que entendemos que a vida é uma só?
Como viver melhor? A pergunta fica e eu também sigo meu perguntando.
Viva e inspire as pessoas a seu lado a viverem mais e melhor. Aproveite seus dias e suas horas.

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