24 de agosto de 2015

Afinal, o que eu quero?



Normalmente sabemos o que devemos fazer, por onde devemos ir, apenas nos falta a força de impulsão. No inverno de friozinho desconhecido, os músculos e ossos do corpo e da mente ficam retidos para manter o calor e não se exercitam para entrarem em ação. Os dias passam, as coisas passam e a sensação é de que deixamos alguma coisa para trás. Ou será que não?

Basta ligar a televisão para se assustar com as novidades do dia. Nada de boas notícias, só notícias de violência, assassinato, economia vai mal, as vendas no varejo diminuíram, a população está em alerta, a Grécia não vai pagar a dívida, os jogadores do Brasil não vestem a camisa. Onde está a nossa identidade, nosso parecer do momento, ou será que nos deixamos levar pelo pessimismo aparente das pessoas?

Não vou mentir e dizer que tudo é fácil. É tudo extremamente desafiador. Transformar o limão em limonada é a pedida da hora. Que limão vamos transformar? Nossa carreira, nossa empresa, nossa vida pessoal, nosso mundo, nossos filhos? 

Talvez nem todos percebam que as crises geram enormes oportunidades. Somos obrigados a repensar a vida em todos os sentidos forçosamente. Não nos é dada a escolha. Enquanto os minutos passam, podemos nos manter num pêndulo entre A e B, esquerda e direita, claro e escuro, 8 e 80. Há gigantescas dúvidas e opções desconhecidas que surgem em meio à crise.

Como iniciar o movimento, como entrar em ação?

Comecemos pelo início. É o básico que parece óbvio, mas é indispensável. E a pergunta pode ser terrivelmente simples. Afinal, o que eu quero? Será que sabemos em profundidade o que queremos?

Importante a consciência plena do caminho a se seguir. A estrada é sempre menos árdua quando o desejo é claro e transparente. No entanto, nos embolamos no nosso dia a dia com nossos temores, nossos afazeres e nem percebemos mais o que realmente importa e faz diferença na vida.

Vamos vivenciar a Regra dos Três? Fale três vezes seu nome em alto e bom som para uma pessoa que seu nome ficará guardado. Mantenha o contato visual. Repita três vezes o que você deseja em frente ao espelho com vibração e energia. Três vezes de forma completa e vigorosa para estabelecer um caminho para seu cérebro.

Se não sabemos para onde queremos ir, qualquer lugar serve. Precisamos definir nossas rotas mesmo em meio a tanto pessimismo. Inclusive novas rotas, novos destinos. 

O momento é extremamente oportuno para a reavaliação da vida. A ansiedade nos faz aumentar o foco para sobreviver neste mar de incertezas. A tristeza e a desolação nos fazem reforçar os laços de amizade para escapar do desatino. O medo nos impulsiona à rápida ação. São incríveis oportunidades numa crise singular no mundo. Lado bom dos problemas. 

Para escapar e ir em frente, urge a necessidade do questionamento. O que eu quero? Talvez eu me torne até chata quando convido à reflexão e repito e insisto. Quero eu também saber o que desejo dessa vida que é a única que conheço. 

A reflexão não é sua, é nossa. Eu compartilho e torno pública a minha pergunta para criar movimento. Viva as novas percepções e dimensão criativa.

Enquanto você se questiona, ando mais adiante buscando novos elementos de conquista.

Boas perguntas, boas respostas!

Beijos e até breve,

Vera Lorenzo



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