1 de agosto de 2013

Preciso de ajuda

Ajuda, de ajuda eu preciso.

(foto Tatiana Valadares)

Mãos para o alto. Você me ajuda? Assim começo o texto de hoje em homenagem a tantas pessoas que precisam de ajuda e serem ajudadas. Não falo de dinheiro, falo de ajuda por carinho, afeto, cuidado. Ajuda para guinchar um colega, um amigo, até um desconhecido. Ajuda para bater no ombro.

Ajuda que nada custa e tanto vale.
É essa ajuda mais rica. Ajuda pós-papal enternecida pelos elos que se criaram e se criarão num futuro breve.

Cultivemos a religiosidade da ajuda. Orai por todos os que te cercam, olhai para os lados.
Estenda a mão o mais longe que puder para alcançar quem necessita de você. Ofereça colo, colinho, colão. Vamos também precisar, isso é fato. Eu fico olhando em pensamento à minha volta e vejo tanto por fazer. Palavras que certamente se proferidas fariam mudanças inesperadas. E nem longe eu vou, só falo de meras palavras com entonação festiva e forte.

(foto Tatiana Valadares)

Como revigorar a alma? Levando sua ajuda. É imã para sua própria alegria, para sua serenidade. É despertar um moço à toa na rua, num prédio, num lugar comum só para o dia nascer e dormir feliz.

(foto Tatiana Valadares)

É mandar beijinho virtual transformado logo em real e beijinho de aconchego. É revelar num quarto escuro as luzes que virão na manhã seguinte. Porque elas sempre veem não importa a tempestade do dia que vivemos.

(foto Vera Lorenzo)
´
Ciranda, cirandinha. Acompanhar a cantiga e chamar para dançar junto. Tão elementar, tão bobo e e de tanto valor na ajuda, nem nos damos conta. É assim uma luz no meio da selva, no meio das árvores, luz que adentra sem pedir licença.

(foto Tatiana Valadares)

Dessa luz eu preciso. Eu emito luz e preciso de luz. Eu ofereço meu ombro e quero ombros amigos. Não tenho vergonha de dizer, sou um ser social que se esquenta de calor humano próximo.

De ti quero as energias boas, vamos nos reunir, trocar, somar, multiplicar, todas as operações matemáticas possíveis para que nossa química interior entre em ebulição.

(foto Tatiana Valadares)

Pedir ajuda para viver. Viver mais e melhor.

Esse texto é homenagem a dois paulistas queridos: Fernandinha, minha irmã morena e Lucas. Precisamos nos ajudar.

Beijos calorosos.

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