3 de agosto de 2013

Caldeirão de ideias

Lá fora o sol do inverno que dá praia enquanto se ouve ao longe gritos de criança nas piscinas dos arredores. Os ventos serenos do inverno que trazem calor permanecem silenciosos e calmos durante o dia. Aqui dentro encontro as letras e brinco com elas para formar inspiradoras palavras para o fim de semana. Ainda não posso chegar perto do sol.


O olhar perto e longe interligado mantém o senso de apuração. Tudo que me cerca é bom. O vermelho que me cerca é amor. Por isso minha parede do quarto onde escrevo e trabalho é vermelha. Amor em tudo que faço. Amor em profusão.


Neste ano rumo aos 50 anos, chego ao meio do caminho. No meio do caminho, tem uma pedra. Aliás são muitas pedras para eu construir mais caminhos pela frente. Nas interseções, percebo que há muita gente precisando descobrir que cada pedra é material para o caminho e para sua construção de presente e futuro. Não são percalços, as pedras são oportunidades para se revisitar.

O caldeirão de ideias ferve. Há fumaça por todos os lados. Queima a mufa revigorada após uma noite especial.

Sentir-se livre dentro de casa é o estado de espírito atual, a alma voa em perfeita sintonia com meus desejos. Liberdade para ideias, sensações fortes e lícitas.


Quando olho para o computador e semeio mundos, me liberto querendo libertar você. O escritor escreve para revirar sensações, criar possibilidades internas. O pintor pinta suas cores e deixa impressões. Os mundos estão semeados.

(Quadro Vera Lorenzo, 1995)

A manhã finda traz uma tarde aquarela pontilhada de sol. Tarde linda, é inverno-verão.
Como nessa combinação original de estações, combinemos problemas-soluções. Desventuras-aventuras e oportunidades. Perdas-ganhos. É, é verão no inverno. Indubitavelmente sua perda tem um ganho. Sua desventura carrega uma enorme mala de oportunidades na boleia. Basta olhar lá fora e ver o sol. 


É vero. Somatórios de letras vão compondo novos formatos e palavras. Novas ideias reunidas compõem novos horizontes. Acredite nas maravilhas, nos milagres de amanhã, hoje, todos os dias. Renove você também seu caldeirão de ideias e componha sua matemática. 


Ao seu universo de conspiração, adicione leitura e brilho nos olhos. Sacudidelas expressivas para contar ou recontar histórias. É preciso saber ler. É preciso saber viver.


Adiante, muito a seguir. Precisamos meter os pés no chão e compor os passos.
Atentos aos detalhes do momento.


A fumaça baixa discretamente e o caldeirão me alimenta para novos desafios. 
Bom apetite para mim e para você nas novas estradas.

Beijos de início de tarde,
Vera Lorenzo

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