27 de julho de 2013

Piquenique ao ar preso

Cena brasileira. O frio assola o país. Fomos obrigados a tirar mofo e lembrar dos casacos esquecidos num canto escondido do armário e nos aquecer no inverno. Já imagino nevar no Nordeste em alguns anos.

Cena carioca. No meio da chuva e do frio carioca - novidade por aqui - o papa passeia por entre os Rios de Janeiros com uma legião de seguidores. Ainda bem que temos a fé que esquenta os corações mais desacreditados e as almas meio friinhas.

Cena lar doce lar. Enquanto isso, a necessidade do criativo pela impossibilidade de perambular por aí. Importante fazer do limão uma limonada, nada de se lamentar.


Então, na minha licença poética, criei o piquenique ao ar preso, novo conceito. Já que o tempo e o vento gelado não nos permitem piquenique ao ar livre, aproveitamos o ar preso e quentinho dentro de casa para colorir o dia. Uma das 50 metas, reunir amigas e amigos ao piquenique. E que delícia de meta!

O que seria o piquenique ao ar preso? Ares de campo, cores de campo, velas acesas, mesa farta. Bebidas, comidinhas, bolos, chocolate. Prato feito para muito consumo de gostosuras e para aumentar a resistência ao frio.


De forma correta, obtive a minha própria permissão para chamar de piquenique o que eu bem quis. E o ar de piquenique invernal ficou por conta das velas, do cesto, das flores e de outras cores e sabores de um piquenique comum de ser.

Desprezei o significado de dicionário para mudar paradigmas e energizar as forças da amizade em pleno frio. Bem necessário, a geleira do dia pede calor humano imediato. Os amigos que não estavam peregrinando, presos pelo trânsito modificado ou ligados em outras vibrações apareceram como luz. Amigos-luz. Amigas-estrela. Amizades iluminadas pela fé de que verdadeiros amigos podem juntos muito mais. Rir, trocar, adicionar, dividir, somar, multiplicar. Matemáticas que nos fazem melhor.

O ímpeto criativo e a energia positiva que emanava daquela junção de mentes e corações me inspirou a mais. Escrever mais, inspirar mais. A "piquenicar" mais. De cabeça para cima, de lado, de frente. Como a foto, o que importava não era a posição, era a irmandade.


Quem pensa que um piquenique ao ar livre, ao ar preso é apenas um piquenique, engana-se terrivelmente. Ou então se esquece de re-significar. Como coisas comuns podem tornar-se doce de mel e brigadeiros do céu.

Na conjunção papal, o reino maior das possibilidades surgido da nossa crença.
Rezei e lembrei profundamente dos elos que criamos na vida.

O papa veio mexer na acreditação das pessoas e movimentar sentimentos. Pois muito bem.
Salvem os encontros!

Por isso, acreditem, num próximo capítulo, teremos a festa agostina. Já se passaram junho e julho e, como não aproveitei as juninas e julinas, encarrego-me agora da nova festa agostina.

Anarriê, balancê, voa borboleta. É fato.
Voando sem amarras, criamos nosso mundo mais entusiasmado.
Seja com o nome que for.

Beijos e boas festas.

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