5 de junho de 2013

Abraços à vera

Abraços abençoados. Abraços ternos. Abraços amigos.
Obrigada a todos que abraçaram a ideia. Abraçando a ideia, me senti abraçada. E até beijada, tamanho foi o carinho que senti mesmo à distância.

Hoje recebi realmente muitos abraços. Abraços escritos, abraços telefônicos, abraços pessoais e grandes presentes: fotos de abraços verdadeiros. Só de olhar fico com o coração cheio, surpreendido, os olhos marejam. Até os abraços realizados sem meu corpo presente me realizam.


O primeiro abraço é um abraço de meus filhos Mark e Caio, abraços brancos, loiros e de olhos brilhantes azuis. Abraços gêmeos e múltiplos que eles carregam até hoje na vida.

Hoje vocês vão ver mais que ler. E vão sentir, deixem-se sentir.  Os abraços têm palavras e reverberam sensações, às vezes, arrefecidas no dia a dia.

Abraços provocam encanto. Logo cedo pela manhã, um abraço lá da Holanda da minha amiga-irmã Catharina com o marido Paul me comoveu e tirou água dos meus olhos. Um abraço gostoso, apertado, carinhos abraçados olhando para todos nós como se dissessem: venham todos, abracem-se. Minha Santa Catharina. Minha querida e meu querido Paul.  O abraço dos dois é fresco, é abraço de hoje, feito enquanto dormíamos no Brasil. Eu os abraço com ternura.


Abraços inesperados. De dois seres supostamente inimigos. Um registro fascinante da minha amiga Márcia Coimbra. Eles se abraçam, se afagam ou se beijam? Ou fazem tudo isso com os corpos e olhares receptivos e amigos? Uma foto cão e gato ou uma foto de seres que, apesar de diferentes, se amam. Um abraço a se pensar. Há tantos seres diferentes de nós na vida... que possamos abraçar o

Ou o abraço triplo, caloroso. Um abraço sorridente, será que existe abraço sorridente? Carlos Fittipaldi me provou que há. Que delícia ver três amigos, sorrindo com a boca e com a alma, vocês percebem a alma deles que sorri durante o abraço? Talvez eles imaginassem apenas um abraço de cortesia, mas ficou muito mais bonito do que uma simples foto. É foto de calor humano, foto de quem se gosta, foto de parceiro. Foto de quem se dá o prazer no meio do dia de hoje de abraçar. Ô, coisa boa, gente!


Abraço de mestre. Abraço contemplativo. De emoção pura e profunda. Que reflete nas montanhas a seu redor. Abraço querido de Ruy Marra. Um abraço para refletir e soltar a respiração. Abraço que me diz, ah, como é bom o abraço. Estamos juntos, unidos. Abraços alados que voam além da foto, abraço tão Ruy.



Inegável a imensa e fantástica surpresa ao receber o abraço de Margarida Graúdo! Fiquei até silenciosa por alguns instantes. Meu Deus, que abraço bom! É o abraço mais importante de todos: o nosso abraço reflexivo. O abraço de como eu gosto de mim, como eu me amo. É o abraço básico que pode estar esquecido entre nós. Abraço para praticar. Abraço de exemplo, de satisfação, de sorriso.


Abraço efeito dominó que vai contaminando todos da família, abraço em cascata. Abraço charmoso do tipo Patrícia de Sá. Abraço colado, do tipo "estamos juntas". Abraços de olhar no rosto e dizer: pode me abraçar mais? Quem vai entrar no dominó? Vamos criar a corrente de abraços?


Abraço Trio Ternura. Um, dois, três. Dois, três, um. Ou mesmo três, dois, um. É um abraço tão denso que não sabemos onde começa e onde acaba - aliás esse abraço não acaba, não é, Márcia Simões? É um abraço infinito, ancorado, singelo, um abraço quase santificado. O abraço total, completo, familiar. Abraçadamente feliz. 


Ou o abraço singular, duplo de Claudio. Abraço do tipo: estou aqui, cuido de você. Nunca se preocupe, se precisar, me abrace. Um abraço que nos avisa que ali há amor. E olhar de afeição, um olhar que conhece quem lhe abraça e consente e sente o poder da emoção. O olhar de muito obrigada pelo abraço. Abraço que nos lembra que vale a pena abraçar. Seu abraço é assim, Claudio.

Abraço literalmente de História. Abraço que sobrevive às intempéries, ao tempo e ao vento. Abraço de proteção, abraço que diz: estarei sempre ao seu lado, na sua frente, atrás de você. O abraço iluminado de Rosane e Claudio. Abraço solar. De baianice e carioquice combinados que se transformaram num só. Abraço que tem um rosto tão familiar, que me remete à minha adolescência, ao nascer do encontro. Abraço amor-amigo, mais que amor, mais que amigo. Abraço inspirador.

E, por fim, last but not least (por último mas não menos importante), o abraço esperado até o último minuto. Abraço MarciaMiguel, abraço amor, amor demais. Abraço conquistado, abraço reconquistado, abraço de vidas que se abraçam e se enternecem. Abraço de cheguei, vem me abraçar. Fica aqui, está gostoso. Essas vidas juntas abraçadas. Esse amor celebrado aos abraços.
Esse amor que pula da foto e nos abraça aqui fora. Esse amor Marcia de ser. Espetacular de ser.


Volta a lágrima, aquela água que escorre do olho e vai caindo lentamente abrindo caminho pelo rosto. Hoje estou recheada. Aprendi tantas coisas com seus abraços. Aprendi que primeiro temos que nos abraçar, abraçar quem está próximo e abraçar mesmo quem é diferente, porque o diferente também é lindo. Fui presenteada e abraçada por abraços família, abraços unos, duplos, triplos. Abraços amigos e abraços amores. Todos verdadeiramente abraços. Alguns chegam a ser beijos de tão volumosos.

Se eu fosse médica, receitaria abraços. E, na posologia, anunciaria: sem contra-indicação. Pode ser usado em quantidade máxima de manhã, tarde ou noite (mesmo de madrugada). Em altas doses. Quanto maior a dose, melhor o resultado.

Seus abraços não só causaram água em mim, a água da emoção, como o agradecimento por um dia abraçadamente feliz. Fecho o dia, pedindo abraços. Eu os recebo feliz.

E prometo abraçar vocês um a um assim que possível e retribuir gigantesco carinho.

Bom abraço a todos. Que fique o som do abraço, a vibração do abraço pulsando ainda por muito tempo em suas vidas. 

Beijos enlaçados.

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