10 de junho de 2013

Autoconhecimento

Auto significa um automóvel em alguma direção.


Por conseguinte, autoconhecimento representa um automóvel em direção ao conhecimento. Dirigindo com sentido e com aceleração mantida. Eu tenho a chave e eu que guio na minha estrada. Você na sua.

Nada com a imaginação humana a nosso serviço. Imaginação, conhecimento. E o conhecimento gera conhecimento e dúvidas. Obrigada, dúvidas! Vocês me colocam para pensar.


Dúvidas e questões. E reorganização de metas e mais sonhos. Quanto mais sonho, mais vejo a realidade na minha frente.

Depois de um final de semana intenso em São Paulo em treinamento para coach, preciso seguir.
E, engraçado pensar, logo no finzinho de domingo, percebo dentro da sala de aula os olhos arderem e machucarem. Enquanto o mestre Vilela da Matta nos leva a pensar e sonhar, quando fecho os olhos, eles não querem mais abrir, os olhos ardem. Pense comigo: os olhos se fecham e sonham e não querem mais abrir no momento. Como se meus olhos falassem: olhe, agora é hora de sonhar, organizar os sonhos na mente para voltar com força total e olhares bem abertos. Dito e feito. O olhar vermelho e dolorido deu lugar a uma baita conjuntivite. Freud não precisa explicar. Eu já expliquei. O corpo se utiliza de todas as formas para falar. E, eu, boa ouvinte que sou, ouço atenta os recados.

Dizem os olhos bem baixinho: "Vera, sonhe mais profundamente e viva seus sonhos. Enquanto você não se der conta da sua força, faço greve. Assinado: olhos verdes."

Nada a se fazer. Está na hora de pular. Pular com a música, com meu universo, sair do meu aquário (sou de Peixes) e da caixa. Assumir minha missão na vida. Servir e contribuir. Usar a minha energia encantadora e carismática para gerar mais sorrisos e alegria por todo o planeta.


Muito ousada eu? Simples. Anote a receita: um maço de sonhos, um punhado bem grande de vontade, uma lata de sorrisos, recheio de desafio, dois filés de minha carne e meu sangue, tempero de alegria à vontade e voilà! Rumo à missão da minha vida.

Como diria a sábia Simone de Beauvoir, que a liberdade seja a nossa própria substância. E ingrediente da nossa receita. Para nos permitir qualquer coisa.


Deliciosas aventuras. A conjuntivite vem frear, por alguns breves instantes, o arranque do meu motor. Arrefece e pausa.

Não me amofino, repenso tudo, recolhida no meu canto, afastada do contato físico externo. Logo eu, rainha das parcerias e das mãos dadas. Nada, nada é em vão. Nem mesmo a conjuntivite. Enquanto paro, olho a estrada à minha volta com mais calma e vejo muito mais ao redor. Abro a janela do meu autoconhecimento e repouso as lentes em novas oportunidades, novos ventos.

Novos ares ventarão. Como eu disse ainda ontem à arretada pernambucana Roberta Medeiros: aprendo muito com os momentos de dor, esses são os momentos de maior reflexão e crescimento.
Se a conjuntivite veio, bendita seja. Que clareie as minhas vistas e meu percurso. E me traga recursos novos de visão.

Não sei o porquê, mas me lembrei das tulipas da Holanda. Tulipas e cores, multicores da Holanda. Por lá, também quero coachear (para os que se assustam com os neologismos, coachear = treinar, inspirar + desafiar). É sonho mesmo escrito e logo será lido por você.

As flores. As cores. Até as dores me iluminam.


Desligo de leve o motor do automóvel. Momento de viver a conjuntivite em plenitude na noite que se aconchega.

Espero que o (auto)conhecimento te acompanhe por aí. E que as mesmas flores, cores que vejo te incendeiem e te inspirem tanto quanto as dores.

Fui nesse instante e volto logo.

Beijos coloridos.

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