26 de maio de 2013

Cantar à la Cristine

Quando o inverno chegar, eu quero estar junto a ti, cantava Tim Maia.
O inverno dos Rios de Janeiro, das Holandas, o inverno em nossas vidas.


Quando o meu inverno chegar, eu quero cantar a música de Tim Maia. Com respiração solta, diafragma contido e alegria à tona.

Eu quero cantar invernos, primaveras, verões e outonos. Eu quero soltar a voz.
Solto a voz nas estradas, já não quero parar.


Cantar para ampliar aqueles sons vindos do banheiro, do banho extenso de relaxamento. Mostrar a potência das cordas vocais, a potência da sua respiração, do seu pulmão. A potência da sua vida interna do corpo.

Momentos no carro. Enquanto esperamos o trânsito vir e voltar para chegar no trabalho, numa reunião ou voltar para casa. O canto é firme e destrambelhado para desopilar.

Eu canto, enquanto desencantam os caminhos cheios de nós. Enquanto há a voz e há estrada. E aquela vontade doida de me deixar cantar mais alto para comemorar.


Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz (Gonzaguinha).

A vida é música. Sons que interpretamos, a vida é feliz, alegre, empolgante como a música. E mesmo a música mais tensa, mais profunda só tem tristeza se assim a interpretamos. Pois música e vida só existem pelas suas interpretações que fazemos delas. Ou seja, criamos músicas todos os dias e podemos vivenciar todas elas gostosamente se assim as sentimos por dentro.

Como músicas de Cristine no carro, todo o seu repertório de ida e volta ao trabalho. Novidades para os desavisados. Músicas libertadoras para seu dia a dia tão certinho. Liberdade para os ouvidos e para as suas asas. No carro, ela voa mais longe e, enquanto ela voa no carro, a música dela nos leva para lados ainda desconhecidos.

À la Cristine, podemos também viajar com a música, na música, da música para outro lugar.
À la Cristine, podemos vestir as nossas roupas de liberdade por baixo da sobriedade diária.
Ser à la Cristine é vivenciar o trânsito de um jeito mágico, divertido, singular. É o biscoito O Globo nos intervalos das baladas. Depois da rosquinha, põe mais som aí.

Obrigada pelas suas viagens e pelas músicas, Cristine.
É muito mais que viagem e muito mais que música.

É simplesmente incentivo para cantar, para escrever e para experimentar novos mundos e novas cores.



Todos os dias as músicas invadem nossos ouvidos e nos presenteiam com dias mais felizes.
E você nos presenteia com tantas músicas novas.

Hoje, como não tem trânsito, não tem música nova.
Cantemos mesmo assim. Cantemos com a emoção que nos vem à tona.

Como diz a minha mestra-cantora Taís, qual é o seu repertório? Quando ela me perguntou sobre isso, na primeira aula de canto, fiquei um tempo fitando Taís. Repertório? Puxa, nem sei cantar...Sim, ela disse e repetiu: repertório... O que você gosta de cantar, toca o seu coração, te diz alguma coisa. O que você gostaria de cantar?

Sendo o repertório tão extenso como a vida, me deparo com a questão: qual é o meu repertório? Crio e acrescento todos os dias e conto com a ajuda silenciosa de Cristine que me apresenta novos ritmos, novos sons, novos arranjos.

Agradeço as redes sociais. Elas estão aí hoje em dia e já não podemos evitar. E eu aprendo imensamente com as redes sociais. Troco e ganho e me agiganto como pessoa. Agradeço aos meus amigos, parceiros linkados às redes sociais.

Aprendo, canto, aumento o repertório, desencanto e vivo muito. Feliz.

No total aprendizado da vida.
Canto eu, canta você, cantemos nós, canteis vós, cantem vocês.

Faremos um coro gigantesco. Inclua-se no nosso coro da liberdade e alegria.

Beijos acantarolados.

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