26 de abril de 2013

Quero ser eu mesma

Declaração de eundependência.

Eu quero ser eu mesma. E ponto sem vírgula.


Eu. Sem castas, etiquetas, tarjas na cabeça ou presas no cabelo. Inevitavelmente singular. Sem pertencer a grupos originários de qualquer parte. Levantar o corpo inteiro e dizer: EU!

E eu não sou meus filhos, não sou minha família. Eu sou EU. Não há confusão. Há um espelho em minha frente por todo o tempo e uma análise sintética de mim. Que, aliás, me incubo de ampliar. Não sou somente o que você acha que eu sou. Aliás, você pode achar o que quiser. Sou plural de emoções. Talvez bem diferente de uma análise externa qualquer.



Quero escolher meu tom de voz - animado, alegre, alto, risadas largas ou não. Voz baixa, sussurrada, quietinha, silêncios calados quando não houver palavra para falar. Ser agraciada pela liberdade de escolha.

Ser bela na minha pura essência e amar cada pedacinho de mim. Conhecer e reconhecer meus pedaços e juntá-los se eles dispersarem por algum motivo.


A vida é curta e quero ser mais longa para aproveitar a vida perpetuamente enquanto a vida existir e vai existir muito, porque assim a quero vida.

Quero viver meu romantismo de princesa, sonhar com um príncipe real, um amor para valer. Eu sou assim. Coração tum-tum-tum-tum. Sem parar. Esbaldar as poesias em inspiração. Revelar para o mundo que eu estou com o coração aberto ao amor. Revelo e tenho orgulho das minhas revelações. Sou Vera.

Desejos infinitos de regozijar ao luar e ao sol nascente.
Eu. Sou eu, sim. Sou eu que escolho meus caminhos, escrevo meus dias, anoto minhas qualidades, me melhoro. E sei dos meus defeitos e os conserto na oficina da vida.

Sou eu que dou as mãos, que ofereço ajuda, que acaricio, abraço gostoso, dou beijo de verdade.
Sou Vera assim.

A pintura colorida sou eu, em todas as matizes fortes do arco-íris. E se quiser me achar, procure o mar, o mar, o mar. Lá eu sou peixe e Vera, sou uma profusão de coisas, poesia corporal nadando feito criança.

E agora ainda me acha no ar, soando um "que delícia" em todas as minhas aventuras. 
Me amo Vera assim. Me amo Vera por mim e assino.

Tem coisa melhor do que me amar?

Meus amigos me chamam de Vera, Verinha, Veroca e eu amo meus amigos. E tenho o desejo e faço valer o desejo de amá-los mais e mais.

Se eu canto? Sim. Se eu danço? Sim. E ainda é pouca cantoria e dança. Quero entoar sons bonitos e dançar como se flutuasse. Suspirar de alegria ao cometer as bobagens mais bobas de criança. Sem censura. Nunca gostei de censura, não se aprende pela censura, aprende-se pelo instinto e exemplo. Aprende-se nos livros e nos olhos. Nas vivências.



Aprendi muito, já andei em tantos ares, tantas terras, falei tantas línguas que posso dizer um pouco que eu sei. E tenho mil léguas para aprender. Mundos que não conheço, histórias que nunca escutei.

E, em sabendo ou desconhecendo, sou o que sou. Verdadeiramente.
Fico feliz, feliz em tricotinhos extremamente básicos - me perdoe os neologismos. Mesmos em situações ximbó (meio ruinzinhas), me encontro feliz.


Prefiro o com, o social, o avec. Opto pelas parcerias e pelas trocas. Belas trocas, que ano divino estou vivendo.

Inusitadamente porque decidi ser eu mesma. 
Tudo mudou, porque eu mudei e mudei tudo a minha volta.

As pessoas agora dão volta, conferem, dão voltas e perguntam: onde está a chave da felicidade e tanta alegria e disposição? Eu, eu respondo sem hesitar. Só eu sou capaz de tantas mudanças, tanta determinação, tanta vontade. Ninguém mais. Nenhum poder do além. Eu.

Permita-me dizer uma coisinha de nada: bom demais ser eu mesma. Libertar-me das obrigações de se explicar, de me encaixar em padrões pré-concebidos. Não ser o que querem que eu seja e nem obedecer aos desejos de outros.

Eu e, se eu repetir eu novamente, repita você daí EU. Bem alto e para o universo.
O seu EU deve ecoar tanto quanto o meu, porque todos os eus são igualmente importantes.

Viva seu eu. Eu estou vivendo loucamente EU mesma.


Levantemos a bandeira e vamos dizer em coro: Eu me amo!

Declaração da minha Eundependência.
Assinada e declarada no dia 25 de abril de 2013.
Por Vera Lorenzo.

Beijos declaradamente verdadeiros.

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