25 de abril de 2013

Encontros de fé - parte 3 - Pedro Leopoldo

A última parada da peregrinação foi o local onde tudo começou: Pedro Leopoldo. Onde Francisco Cândido Xavier nasceu em 2 de abril em 1910, foi criado, viu Emmanuel pela primeira vez, descobriu sua força como médium. Um local de infinitas vibrações.


O horário de chegada antecedeu-se à reunião do grupo de prece. Havia tempo para posar para foto dentro da casa de Chico Xavier, um lugar tão sonhado por nós. Anoitecia, mas as luzes da casa acendiam nossas alegrias.


Havíamos chegado na casa onde Chico Xavier morou durante os últimos 10 anos em Pedro Leopoldo antes de se mudar para Uberaba. Ao redor, a casa conservada com a ajuda de Geraldinho, Geraldo Lemos Neto, nos parecia habitada. Por uma ou muitas pessoas. Não conseguíamos precisar.


Na entrada, as boas vindas de Chico, a frase que sempre pontuou sua vida. Devoto, católico de formação, Chico falava de amor, sempre o amor como Jesus. Amai-vos e instrui-vos. Frases de uma vida inteira de devoção. A prática de cada minuto de sua história.
Continuamos pelo jardim da casa em direção à entrada.


E foi logo ali que conhecemos pessoas mais que especias: Geraldinho (Geraldo Lemos Neto), Jhon Harley, Eugênio Eustáquio e Élcio. Os 4 grandes ocupariam rapidamente um lugar cativo em nossos corações. Deus, obrigada por colocar essas pessoas no nosso caminho! Que acasos maravilhosos, que sintonia!


Minha curiosidade aguçada me fez interagir já nos primeiros segundos. Contei a minha história, o acaso do email enviado à meia-noite (e Eugênio já sabia da história, foi Nélia, sua irmã, quem havia enviado o email que nos trazia àquelas terras) e fiquei extasiada com tanta energia boa que fluía naquele lugar. Explicações não soariam suficientes para traduzir aquela batida forte de coração. É como se nosso navio ancorasse no horizonte perdido, num paraíso escondido de positividade.

Sentamos nas cadeiras bem organizadas de um pequeno auditório e no centro havia a mesa onde seria feita a prece. Logo, o convite para algumas pessoas se sentarem com eles. Primeiro, o casal paulista, depois Regina que vinha de Manaus - Chico Xavier havia curado seu filho anos atrás - e por último o convite para sentarmos à mesa. Ainda ouriçados, ficamos felizes e honrados com o convite. Eu, Claudio e Rosane.


Turbilhão mesmo de sensações tilintando pelo corpo, enquanto ouvíamos silenciosos passagens da Bíblia e os comentários de Geraldinho, Jhon, Eugênio e de outras pessoas que estavam ao nosso redor. Não chegamos a interagir com a voz. Interagimos com a imensa vontade de contribuir, de estar ali, com a necessidade de vivência. A experiência, totalmente diferente da experiência vivida em Uberaba, ainda está cá, bem aqui dentro povoando, recheando minha alma.

Foto de Geraldinho e Chico Xavier

Terminada a prece, visitamos rapidamente a casa de Chico, pois já era tarde, todos queriam jantar, ir para casa. O quartinho intacto com sua roupa, sua cama simples, seus objetos pessoais retratavam o homem de doação plena.


Geraldinho nos chamou atenção para uma placa de madeira, presente de um marceneiro para substituir um papelão que Chico colava na parede, dizia simplesmente: "Isto também passa". Minhas fotos não são de grande qualidade, mas eu quero que você sinta o que eu senti, veja algumas coisas que vi.


Quase na saída, Jhon Harley que escreveu o livro "O Voo da Garça" contando de sua experiência com Chico e da vida dele me fez uma grande surpresa: me presenteou com o seu livro e autografou. O que mais eu poderia querer depois de ser acolhida com carinho, ouvida, presenteada e ter a felicidade de participar da mesa com tantas pessoas incríveis que conviveram com Chico Xavier?

Outras lindas surpresas me aguardavam. Depois da prece, por obra de acasos ou de movimentos inesperados, jantamos todos juntos à mesa numa pizzaria. À noite com tantas estrelas que brilhavam ao nosso lado.


Em Pedro Leopoldo, nossa agenda do dia seguinte incluía uma visita ao açude do Capão onde Chico Xavier viu pela primeira vez Emmanuel. Nós vimos o açude e as águas que formavam o pequeno lago. Nós vimos as cenas da história e a história nos fitou longamente.



A tarde e a noite estavam reservadas para o Grupo Espírita Luiz Gonzaga, Meimei, ao Grupo Scheilla com suas costureiras fantásticas e o encontro com Nélia, a pessoa que me escreveu o email à meia-noite daquele sábado do início da história.

Na foto, minhas queridas meninas voluntárias que trabalham diariamente para preparar os enxovais de moças pobres com todo o carinho do mundo. Ainda adicionei uma foto das roupas coloridas, tudo arrumadinho nos armários com tanta preocupação. O café preparado pela Mainha, quem nos recebeu foi a Laura e a Arlete de sorrisos fartos e muitas histórias para contar. E participamos do café da tarde com bolo, salgados, café, Coca Cola, cocadas, abraços e beijos para dizer bye bye, eu volto já.



Quando deixamos as costureiras, fomos visitar a Livraria e a Nélia. Um abraço apertado, à vera e toda a minha gratidão. Foi assim que encontrei a Nélia, irmã de Eugênio. Agradeci o quanto me foi possível e permaneci agradecida por toda a tarde e noite. Para dizer a verdade, não sei se Nélia me escuta de longe, mas eu ainda a agradeço.

A noite caiu e caminhamos até o Meimei, cantamos, participamos sensorialmente e emocionalmente de tudo. Às 20 horas, saímos às pressas para o Luiz Gonzaga.




Parte da história de Chico, pequena parte havíamos assimilado. Muitas partes ainda queremos conhecer e sorver.

Para os mais desavisados, pode até parecer normal, mas o meu celular não voltou a funcionar mais depois que Claudio tirou algumas fotos dentro do Meimei. Rosane havia colocado o meu celular para vibrar e eu vi que alguém tinha me ligado do prefixo 31 (área de Belo Horizonte). O celular não caiu, não era velho, nada aconteceu. Simplesmente se calou misteriosamente. E até agora não sei quem me ligou.

Meu celular com seu coração de metal não resistiu a tanta energia. Ficou estagnado e precisa urgente de resgate. E eu, bem aqui no meu canto, estou amparada e com veias e artérias repletas de pulsações intensas.

Foi uma viagem sem palavras. Viagem de milhões de palavras e sentidos. Viagem e encontros de fé. Para se repetir a dose muitas vezes.

Geraldinho, Jhon, Eugênio, Nélia, Élcio, Arlete, Laura, estamos conectados para sempre. Meus eternos agradecimentos.
Chico, obrigada por ter existido e povoado a vida de tanta gente bonita na terra.
Você foi e é o maior brasileiro de todos os tempos. A representação mais real do amor.


Eu não fecho esse capítulo na minha vida, o capítulo não termina nunca. Eu pauso a prosa para continuar nas minhas 50 coisas e os carrego todos dentro de mim.

Beijos, abraços apertados e o desejo de que o bem e o amor possam continuar e se perpetuar através dos tempos. Até breve!

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