8 de abril de 2013

Mudando de rumo

Hoje cedo me dei conta do caminho que, às vezes, é mais longo que imaginamos.
O caminho pode ser recheado de gente, de carros, de um monte de coisas que atrapalham a chegada.
Obrigada pela lição de vida, engarrafamento do Rio de Janeiro!


Aprendizados na vida são tão loucos que aprendemos até no engarrafamento. A sensação de impotência e de estresse absoluto precisa ser transformada em alegria, porque no final da rota havia uma reunião importante hoje pela manhã. E eu queria tanto chegar cedo! Ah, fui obrigada pelas circunstâncias a respirar profundamente, pensar em outros assuntos. Se a cabeça ficasse engarrafada, nada de bom sairia da minha boca durante a reunião. É fato.


Aí você pensa: mudar o rumo da prosa, mudar a rota, mudar o vento, mudar o dia é extremamente necessário. Se pensarmos apenas no Rio de Janeiro e em engarrafamentos, o exercício de mudança é diário. O exercício inclui trabalho de meditação, respiração, controle de estresse e distanciamento das frustrações geradas pelo horário esticado entre um ponto e outro.  E, evidentemente, mudança do caminho normal que se segue diariamente. E se eu fosse pela praia? E se eu fosse pela montanha? E se eu fosse junto com uma amiga? E se eu saísse mais cedo? Ou mais tarde? E se eu mudasse os planos?

E se? E se, e se? Quantos "SEs" seriam necessários para que eu entendesse que a mudança não se aplica apenas aos engarrafamentos. No entanto, mudanças de trânsito impactam mudanças de rumo, de pensamento. Alteração de mindset.


A quem se interessar, cheguei lamentavelmente atrasada e, na última respirada dentro do carro, me acalmei e criei novamente o foco na alegria. Eu estava ali para falar de uma grande parceria! E, para os parceiros, também era hora de mudança. Mudança de paradigmas.

Mindset diferente ou mudança de rumo exige um arregaçar de mangas. Tem que se "malhar a cabeça".
Sugiro uma academia diferente, divertida. Academia dos verbos de ação.


Afinal, não dá para se mudar assim secamente. Há de se suar a camisa. Precisamos fazer a entrega do embrulho velho e ultrapassado para mudar. Ou ir mudando pouco a pouco. A velocidade não dignifica a mudança e sim o resultado.


A reunião acabou e novamente outro engarrafamento na volta. E novamente o exercício incansável de mudar o rumo do pensamento. Quando vi a montanha, o mar e o sol, relaxei timidamente. Recebi um abraço e o pedido da respiração. E ainda ganhei um suco verde.

Aqui, bem cá dentro, fiquei rindo das artimanhas da vida. Como é inesgotável nosso poder de mudar o rumo. Tantas e quantas vezes forem necessárias.

O vento ventou, as nuvens se fecharam e se abriram em 5 minutos. O clima também sofre mudanças rápidas. Ou lentas.


O que importa é olharmos com olhos renovados para os rumos adiante, como se não tivéssemos toda a carga da idade e simplesmente brincarmos com os novos caminhos. Redescobrindo no meio do caminho os motivos de sorriso.

Agradeço novamente ao engarrafamento e à reunião. Novos olhares sobre os rumos.

Beijos mutantes.

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