1 de março de 2013

Tênis - um novo bate bola com a vida

Tênis é o esporte predileto do meu pai. Ele jogou a vida inteira e só parou agora, por causa da coluna aos 83 anos, dores na lombar, dores na base. Tenho fé ainda que ainda vou bater bola com meu pai numa quadra de tênis. Sonhos de menina.

Quando meus filhos Mark e Caio eram pequenos, com 6 ou 7 anos - hoje com 19 anos, logo levamos para aprender tênis com o Delci no condomínio onde moramos. Meu pai extremamente empolgado e feliz de ver os netos jogando o seu esporte favorito. Naquela época também, eu fiz poucas aulas, levada pela empolgação de usar a sainha de tênis - muito menos pelo tênis em si. E foi só que o sei e vi de tênis. E tenho testemunhos inclusive do professor de que eu mal conseguia bater a bola na raquete direito. Meus amigos então, nem se fala, fugiam de mim.

De lá para cá se passaram uns bons 12 anos sem atividade nenhuma e como o tênis foi sempre um esporte que gostei de ver, acompanhar, incluí na minha lista de desafios antes dos 50 anos e voltei a aprender.

Nessa posição, olhando fixamente para meus objetivos, concentrada para iniciar.


Feito o contato com o professor, ele mal podia acreditar que eu iria retorna ao esporte: "Vera, Vera Lorenzo? Tem certeza de que você quer jogar tênis?. Eu assenti com a cabeça e começamos a primeira aula. E qual não foi a surpresa? Logo ele me perguntou se eu estava treinando, porque eu conseguia bater na bola, devolver a bola, me posicionar bem na quadra. Estranhamente muito bem para quem não havia jogado nada durante 12 anos.

Segue vídeo do trecho de nossa aula:

Claro que novamente vão me perguntar. Como assim, diz a verdade, onde você treinou? Sabe qual é a coisa mais rara da história? Eu não treinei nada de nada mesmo, nem outros esportes com bola.

Queridos, a mente é poderosa, o coração e a motivação fazem muito mais do que possamos imaginar.
Não tenho outra explicação plausível. Recomecei (ou iniciei do zero..) assim. Nunca fui boa em esportes com bola do tipo frescobol (nem ousava a jogar na praia quando nova) e, de repente, me vejo jogando simplesmente.

Isso que me acontece é forte demais, preciso dividir, pensei.
Não é só tênis, só o stand up, só o desfile, só o zouk, era meu foco, meus objetivos com data marcada.

Eu me inspirava e transpirava para que isso se transformasse em melodia para quem estivesse ao meu lado.
Ainda olhando a bola, verificando o que via do horizonte



Depois em momentos de ação, a bola vinha e voltava, vinha e voltava. Verdade que vez por outra batia na ponta da raquete e desviava, não passava da rede e eu, em concentração máxima, nem dei bola. Continuei mesmo embaixo de um sol escaldante de verão no Rio de Janeiro.






E, por último, a cerca.



Se você olhar a foto, vai ver uma cerca. Eu já não via cerca alguma perto de mim.

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