28 de fevereiro de 2013

Como uma onda no mar - Stand up Paddle

Alguém já tinha me falado do esporte Stand up paddle, uma prancha, você em pé e remando no meio do mar. Como assim, pensei na primeira vez? Deve ser dificílimo. Enquanto eu escrevo, lembro de tantas pessoas que me olharam assustadas quando contei que iria fazer Stand up paddle, você que tem medo de tanta coisa...vai subir aí?

Como Hercule Poirot - o detetive de Agatha Christie (obviamente nem precisava de tanto), descobri que Carlos - ou melhor e para todos os outros íntimos - Leandro Cargnin, pai da Bruna, era instrutor de stand up. Profissional bom demais, tchê, gaúcho sério, professor de primeiríssima categoria. Back to tecnologia, aproveitei e tomei vergonha na face e escrevi no Facebook dele: "Carlos, quero aprender stand up".

A primeira aula foi meio turbulenta: eu havia desmarcado e aí ele insistiu que eu acabei indo com meus filhos Mark e Caio no horário de 9.30h. Eu e o Caio só conseguimos cair e levantar, levantar e cair. Mark, sempre mais equilibrado neste tipo de esporte, se saiu bem de primeira.

Numa segunda tentativa, fui com o holandês Hans van der Vlugt, eu 45 minutos e ele 45 minutos. Nos meus 45 minutos eu curti muito (sem fotos), mas acho que só caí uma vez, delícia e queria muito, muito mais.

No dia 27 de Janeiro, escrevi no Facebook:
27 de Janeiro, sábado de 7.30 às 9.30..Stand up paddle na Barra com o professor Leandro Cargnin.
Incrível, delicioso, sensacional. A calma do mar, a felicidade de poder remar no SUP sozinha durante o tempo todo me emocionou.
Recomendo de verdade! ô que bem que me fez!

E eu no meio do mar, no meio da imensidão azul, remando como se o mar não tivesse fim nem começo. Eu lembrava do filme Le Grand Bleu, o filme francês que vi na estreia em La Rochelle na França em 1988. Le Grand Bleu é a história de um mergulhador que perseverou em busca de novos desafios. Esse foi meu entendimento. E eu, como o mergulhador, busca no mar, no céu, na terra, na alma os desafios e o acaloramento do meu ser humano.

Cada momento me deliciava naquele mar aberto fenomenal. Um relaxamento profundo, um encontro mágico comigo mesma.

As 50 coisas que me desafiei a fazer antes dos 50 anos têm tornado meus dias mais intensos, mais vividos. Será que você me entenderia?

Ontem numa reunião de trabalho com Patrícia, eu me expliquei: "quando a gente não sabe para aonde vai, qualquer lugar serve". Ou seja, essas metas enriquecem meus dias, minha vida, abriram a perspectiva de ajudar a mim mesma e os outros a minha volta.



Com a meta de completar 50 coisas diversas, desafiadoras, verdadeiras, eu era mais VERA.

Era o ano do meu encontro comigo mesma. Ano de dar as mãos, pedir ajuda, ajudar, me amar acima de tudo e ser capaz, por isso, de amar quem fosse muito mais ainda.

Equilibrada, sem titubear, no meio do marzão, levantei o remo. Vitória!



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