4 de março de 2013

Janela de oportunidade - à espera do voo livre

Acordei cedo após uma noite regada a vinho (apesar de ter herdado o apelido de bombom de licor na época da ECO-RJ e até hoje me sinto meio bombom assim, bebinha logo logo).

A janela aberta - logo eu descobriria que era a Janela da Oportunidade - e decidi: era a hora de voar.

A explicação: claro que não decidi de uma hora para outra. Voar era um de meus 50 desafios para completar com alegria antes dos meus 50 anos e já havia decidido quem seria meu mentor de voo. Ruy Marra. Ruy, mestre experiente, sensível, autor do livro "Decolando para a Felicidade" totalmente em sintonia com meu momento de energia vibrante. 

Ruy Marra chegando dos céus.

Essa experiência única eu não conseguiria escrever em uma só postagem, um só capítulo. O voo me encheu de tantos sentimentos, tanta euforia, uma sensação gigantesca de "eu posso, eu quero, eu vivo" que eu tinha que dividir em partes iguais para compartilhar com as pessoas.

Primeiro, cheguei ao Clube São Conrado de Voo Livre e Ruy tinha subido para um voo. Acompanhei o movimento, a chegada. 

A asa se aproximava.




 E e eu no meio da asa, perto do meu sonho, feliz. Sol, mar, beleza intensa interior e exterior.

Com a chegada de Ruy - logo nos reconhecemos - fomos até o Clube de Voo Livre para fazer a inscrição.

Agora eu sou uma "aluna aspirante". Aluna, como é bom aprender!

Ainda na preparação, na chegada, na terra, posando toda metida comigo mesma em frente ao Clube.


E subimos de carro eu, Ruy, Mark e Caio, meus filhos, Marquinhos ao som de:
 "Corrida de Jangada" com Elis Regina, "Savasana" e "Skyfall" de Adele. Importante sentir as músicas, como eu sentir, acompanhar as letras, deixar penetrar em você. Na pele e na alma.

O caminho era tão importante quanto o destino. Aproveitar cada pedacinho, estava deliciada.


Novamente, os parceiros da minha vida estavam lá mais uma vez, meus filhos, acompanhando meu renascer,  me dando as mãos e seguindo cada passo meu.


Logo à nossa frente, os últimos passos até chegar definitivamente à rampa. Eram 11.30h quando aportamos no topo das escadas. Estacionamento de asas.



No entanto, tivemos que esperar a "Janela da Oportunidade", a janela, o momento bom - sem nuvens, com visão da praia - para voar. Ainda não era o momento. A asa delta esperava pela autorização para a partida.
Em cima da rampa, os que viriam voltar de asa delta, embaixo os que iriam de parapente. Todos juntos, olhos grudados no horizonte esperando a "Janela da Oportunidade" abrir.





O gostinho de estar na rampa eu queria sentir logo. Sentir os pés na rampa e verificar a pulsação pelo Polar que acompanhava todos meus batimentos. Batimentos tranquilos, leves.




Havia de esperar o quanto fosse necessário.

E, enquanto a espera acontecia, eu e Ruy trabalhamos a respiração, as sensações, as posições de vela, árvore. Compartilhamos histórias, o amor ao nosso trabalho, a vontade verdadeira de contagiar e fazer bem às pessoas em nossa volta. Por todas as voltas do mundo.

A decolagem era ingrediente fundamental da partida. Vesti minha roupa de voadora.




A caráter, fomos ensaiar por várias, muitas vezes.  Os nossos vídeos de treinamento em três partes.

Treinamento de correr, se divertir correndo, soltar as amarras, voar ainda em terra.





Depois do treinamento, ainda esperamos felizes até as 15.00h.

Durante esse tempo, muito trabalho corporal mental, espiritual. Não era apenas o voo. Era o voo da minha vida.

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