28 de fevereiro de 2013

Que felicidade, é festa, meu bem!

Assim começava o samba.
Deus Thor me chamou, vou nessa viagem
Que felicidade, é festa, meu bem!
Metade do meu coração é Tijuca,
a outra metade Tijuca também

O número 15 da minha lista estava prestes a ser cumprido. Eita, que incrível, quis a vida inteira desfilar e a hora estava finalmente chegando. Uau, que sensação plena!



Nesse entusiasmo, nessa alegria, enchi meu coração de samba e lá fui eu para os ensaios, 4 ensaios na Cidade do Samba, o Ensaio técnico na avenida no dia 3 de fevereiro e aí finalmente no dia 10 de fevereiro desfilar. Eu fui escolhida para participar da ala da comunidade, que honra enorme.

Todos os ensaios pilotados por Haroldo Mattos e Taty Machado, dois apaixonados pelo samba, pela Unidos da Tijuca. E tanta gente envolvida no grande dia: o Júlio, o Erik, a Roberta.

Sonho antigo, acalentado, guardado.
E quanta fantasia...digo, fantasia mesmo. Fomos buscar a fantasia de loba - ala Árvores e Lobos - e  era uma loba toda cobertinha, uma cabeça enorrrrme do tipo "vou te comer" (do Chapeuzinho Vermelho), numa ilusão aos contos infantis num enredo que falava da Alemanha.

Não sabia se o calor vinha todo de fora para dentro (com a fantasia cobrindo todos os buraquinhos do corpo) ou de dentro de mim. Eu estava literalmente pegando fogo, querendo incendiar a avenida.

Meu primeiro carnaval desfilando, nunca mais vou esquecer e antes dos meus 50!

Abaixo a abaixo assinada com a fantasia pronta para sair de casa.


Enquanto me arrumava, ainda repetia a estrofe:
"Tijuca querida, razão da minha vida,
Balança o povo, embala a emoção
E mexe com meu coração"


Alegria nos olhos, obrigada, meu Deus, que presente!

E vamos lá encontrar a turma que descobrimos entre uma árvore e outra: Ana Rosa - super parceira, também na avenida pela primeira vez, Margaret, Lene (essas com anos de experiência e nem por isso menos emocionadas). Uma grande turma para uma grande noite.




De olhos abertos, com os olhos fechados, senti tudo a minha volta. E aquele povo cantando, aquele povo todo recebendo a gente, é de arrepiar.

E só ouvimos os fogos de artifício, o som da avenida que chamava a Unidos da Tijuca para entrar, mais fogos e o coração totalmente disparado (mesmo depois do uísque da Ana Rosa...).

Desfilei na primeira fila com a responsabilidade de segurar a evolução da ala e a responsabilidade foi comigo do início ao fim. Eu não podia me misturar na ala, pular e brincar (só fui fazer isso no desfile das campeãs). Segui compenetrada, contudo, na minha própria energia de loba, no fascínio de um sonho.

E, por sorte - essas coisas sempre me acontecem - um italiano que conheci durante o carnaval fotografou a primeira fila da minha ala e lá estava eu (para quem tem bons olhos) da direita para a esquerda, a 3ª loba com o cajado na mão.



Onde está Wally?



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