28 de fevereiro de 2013

Enquanto isso nos blocos...

Era o número 16 da lista. Não que números dissessem muita coisa. E eu que sempre fugi do carnaval? E o carnaval de 2013 me perguntava, vai encarar?

Na categoria de descobrir a essência da diversão, resolvi finalmente brincar o carnaval. Vamos ser sinceros, brinquei mesmo!

No pré-carnavalesco, passei na Casa Turuna no centro do Rio de Janeiro e comprei duas fantasias: uma de Branca de Neve e outra de noivinha... Sonho de menina e por quê não agora?

Ajudada pelo holandês Peter Segaar, saí toda faceira da loja e toda alegrinha com as escolhas. Agora tinha que escolher os blocos.

Primeiro foi a Branca de Neve para acompanhar os blocos e infelizmente as fotos acabei não fazendo.






Para falar a verdade, comecei o dia de Branca de Neve com o Paulo, um amigo, que iria me levar para o Cordão do Bola Preta. E já eram quase 10.30h. Quando chegamos a quilômetros do centro da cidade, percebemos que não teria como participar ainda do bloco: era gente demais, carros demais, impossível.

Ele cogitou o Azeitona sem Caroço no Leblon e para lá seguimos. Estacionamos o carro e, enquanto comíamos alguma coisa para bombar energia no corpo, ele recebeu um telefonema da mãe avisando que a avó estava passando mal e que ele teria que voltar para casa para ajudar.

E eu fiquei lá na Azeitona com e sem Caroço, de cerveja na mão, morrendo de rir das fantasias, das pessoas, me divertindo com tudo que eu via, sorrindo e sendo "sorrida".

Lá pelas tantas, o Peter - o holandês da Casa Turuna - me ligou com o convite de irmos para a Banda de Ipanema e do Leblon, pensei, vou andando pelo calçadão (um calor de doer) até Ipanema de Branca de Neve.

Deveria ter filmado tudo, os olhares surpresos dos transeuntes, os comentários, um garotinho de rua pediu minha maçã - e eu dei, claro.

Na praia, ainda encontrei duas alemãs recém-chegadas ao Rio e ao Carnaval que fizeram milhares de fotos de mim e da minha fantasia e ficaram encantadas com a minha animação. O Peter saiu do mar, da praia para me acompanhar na Banda de Ipanema.

Foi cerveja, atrás de cerveja, na frente de cerveja, do lado de cerveja. E eu, "encervejada", brinquei todos os carnavais na Banda.

Depois da Banda passar - eu ainda toda animadinha - Peter resolveu descansar (holandeses e seus hábitos) e eu peguei um ônibus para o Leblon e fiquei vagando de um lado para o outro, até que meu filho Caio me ligou: "Mãe, onde você está? Vovô está preocupado, volta para casa, pega um táxi". Achei graça aos 48 anos de ter a preocupação de filho e pai, passetei ainda na padaria para comprar pão (pra quê mesmo?) e fui à cata de um táxi que me levasse sã e salva para a casa.

Na 2ª de manhã, ainda curti a prainha e o mar caribenho do Rio de Janeiro e aproveitei para tirar umas fotos.





À tarde, um outro programinho básico: desfile do Bloco 8, bloco fundado aqui mesmo no meu condomínio e me senti mais protegida para ir de ....noivinha!

Ser noiva era meu sonho, noiva de casar, ter festa, ter um marido que me ame e que eu ame intensamente.
E, no carnaval, realizei caladinha um tantinho do meu desejo.




















O carnaval quase chegava ao fim. O Peter - o holandês - tinha que partir. Valeu a companhia (mesmo com a linguinha de fora), Peter!











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