17 de fevereiro de 2014

Bons ares em Buenos

Bons ares na vida. Buenos Aires.
A bandeira se inflama e avisa que chegamos em terras portenhas. O sol escaldante emoldura as imagens que vemos à frente.



2014 começa muy bueno. É fato. A alegria de mais um sonho ali diante dos meus olhos. A Casa Rosada, Evita Peron, os ares europeus por toda a parte, os vinhos argentinos aguçando os paladares animados pelos entornos.


Logo eu que desbravei tantas terras, tantas culturas mundo afora, me dou conta de que faltava a América Latina. E que delícia de viagem! Bem acompanhada de três amores, redescobrimos os Buenos. Na mala, levamos dicas preciosas de amigos e parceiros e nos lançamos aos sabores de paladares, cores, imagens, sons.

Não era apenas uma viagem, era o conhecimento de um país singular. E lá fomos nós. No primeiro dos cinco dias, o paladar ficou por conta das empanadas e dos pratos típicos portenhos. El Juanino, uma grata surpresa no meio da Recoleta, bairro que te remete rapidamente a Europa.


Havia a fome de comer e a fome de experimentar coisas novas. Para acalmar a fome, queríamos provar o gosto local e interagir no nosso melhor espanhol ainda meio rebimbelado e enferrujado pelo tempo. Só que os argentinos não nos davam trégua. Acostumados com os brasileiros falando diretamente português, nem todos entenderam a necessidade que tínhamos em praticar o idioma. Insistimos. E batemos o pé para garantir nossa latinidade de expressões.

Quatro pessoas, 8 pés reunidos numa Argentina que se abria linda sobre nós. Poética. O tango que não chegava a me ouriçar os ouvidos, começava a permear os sentidos. O tango é capítulo à parte.


Caminhando no Centro, Casa Rosada vista e salva nas lentes das câmeras, fomos até Puerto Madero. Homenagem a Eduardo Madero que, em 1882, resolveu os problemas de descarregamento de navios do Rio da Prata. Era raso o rio e profunda a vontade de revigorar a área. Ancoramos ali para algumas imagens.

A ponte - Puente de la Mujer - apontava para a modernidade, mas revivia a cena de um casal dançando tango. O arquiteto espanhol Santiago Calavatra buscou imagens da própria capital portenha. Um pouco de cultura para se entender os adornos da cidade.

Para gelar o corpo extremamente aquecido pela recepção inflamada do sol, nos entregamos aos helados, sorvetes portenhos. A primeira entrega foi logo para o Freddo e para o doce de leite granizado. Epa, upa, huuummm!

E eu que me considerava avessa aos sorvetes, me dei por vencida no Freddo e depois no Persicco. O Persicco de Palermo tinha mais charme, não sei se pela exclusividade (ainda não está tão conhecido pelos brasileiros como o Freddo), pelas frases da porta com que me identifiquei de cara ou pelos sabores huuummm, haaaaaaaaaaaaa, huuuummmmmm....Fiquei sinceramente na dúvida.


Ou pelo encontro conosco que aconteceu numa manhã caliente de domingo. Grato encontro.
Na porta, o sorvete me lembrava das coisas que eu fazia. 50 coisas de paixão, de fé, de amor.  Essa paixão que realmente importa.


Paixões que se iniciaram em 2013 e ganham vida e força em 2014. Paixões múltiplas e revigorantes.
Alimento da alma. Fervor. Não se escolhe um restaurante assim à toa para se alimentar dele no fim de um dia. Dica preciosa de Cristina Magalhães.


Em brasas de campo e mar, fizemos nossa escolha. Pelo mar. Pelas famosas parrilladas de frutos do mar. Benditas nossas escolhas acrescidas de espumante escolhido a dedo. Sucesso no paladar. Agradecidas nossas papilas gustativas.


Buenos era mais que paladares e odores da Argentina. Buenos era história rica. E filosofia pura nos parques e nas frases.

Como, por exemplo, o quase bilhete na grama do Jardim Japonês. Para lembrar aos passantes que não subam nas pedras. Ultrapassem ou pulem as pedras. Obstáculos é parte da vida. Para os portenhos obstáculos têm sido o dia a dia difícil de uma cidade assolada pelo populismo nada criativo de Cristina. Não a Magalhães, a Kirchner.


Seguimos como eles. Em frente, porque é preciso chegar e, às vezes, partir como, no final, o fizemos.
Mi Buenos Aires querida. Ganhaste meu coração. Revelo as cores que ficaram gravadas em mim.












Adiós, Buenos Aires.
Voltarei em breve.

Besos.

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