11 de maio de 2013

Habbemus Papa

Em Roma, a expressão "va bene" serve para confirmar que está tudo bem, tudo de acordo. Tudo nos conformes. E, quando você viaja com a lente da alegria, sempre está tudo nos conformes. Va bene, tutti le genti.

Diariamente me surpreendo com as pessoas que não tem consciência - não pescam - a importância de usar as lentes de alegria. Eu tenho dificuldade neste exato momento de pensar ou agir diferente, porque me dei conta que vivo uma vez só, pelo menos, uma só vida de que terei consciência por enquanto.

Ainda em Roma, la prima volta, pela primeira vez. As lentes todas acesas em neon piscando dia e noite num fascinante passeio pelas suas ruas, pessoas e acontecimentos.

Aqui nesse pedaço religioso do mundo, me senti acolhida por tantas igrejas, por tanta devoção, por tantos credos. Não importava a religião escolhida de cada passante, as moradas do catolicismo abriam suas portas para receberem todos sem distinção.

Na frente da residência mais visitada da Itália, lá estava ele sorridente mostrando todo o seu carisma e todo o seu carinho: Papa Francesco.

Sim, eu vi o Papa! E ninguém me tiraria mais a imagem da cabeça e as sensações por todo o entorno daquele momento.

Rezei silenciosa na missa a céu aberto com tantas outras pessoas unidas por um bem maior, bens comuns,  energia silenciosa e forte encobrindo cabeças e mãos unidas em fé.


Um olhar, duas palavras Acqua viva, pronunciadas pelo Papa para estabelecer que estamos vivos e que Deus está em cada um de nós, vivo e que devemos viver como tal. Pulsando, vibrando.

Só lhe faltava dizer: va bene. Todos entenderiam a acqua viva de que ele falava. A vida se agigantava ali. Eu que perdi o medo de voar, de mar, de terra, de gente, agora via o coração disparado em frente ao Papa. A acqua estava viva, Minhas águas se moviam dentro de mim em ebulição sedenta. A surpreendente aparição do Papa - não contava em ver o papa durante a minha viagem - me fez entender o porquê de estar ali.

Novamente não falamos de acasos. Os pontos luminosos de encontros têm sua razão de ser. Os distraídos passam despercebidos pelos acasos, os ligados se sentem conectados. Os ligados e atentos sorriem para os acasos quando esses lhe passam pela vida.


Enquanto o papa se movia entre as pessoas, as mãos e câmeras se levantavam como se quisessem tocar, resguardar aquela magia que nos acolhia todos em frente ao Vaticano.


Ali, bem diante dele, me dei conta que a espiritualidade está dentro da gente, acreditar é da alma e que carregamos essa espiritualidade junto com a gente.

O Papa simplesmente clamava pela nossa espiritualidade e, com aquele olhar de mansinho, cuidadoso, pedia para que tomássemos conta de nós mesmos e do mundo. Sábias palavras papais.
E muito mais que palavras. As palavras nos levavam, nos aqueciam para além do calor do dia.


Um dia fabuloso, um céu azul coroando todas aquelas pessoas de energias reunidas num só lugar.

Coração recheado e sorriso estampado no rosto.


Habbemus Papa, habbemus Roma, habbemus uma experiência sem igual.
Ficarei sorrindo por muito tempo quando lembrar daquele dia.

Seguirei meus passos comendo, amando, rezando.

Vamos juntos?

Beijos

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