23 de abril de 2013

Encontros de fé - parte 1

O encontro de amigos de fé e a decisão da viagem rumo à peregrinação de Chico Xavier já seriam em si motivos de grande felicidade. Ainda mais o grande acaso daquela noite, o email recebido da AME (Aliança Municipal Espírita de Pedro Leopoldo) recebido à meia-noite do dia do meu aniversário em situação incomum. No momento do recebimento do email, estávamos sentados eu, Rosane e Claudio, amigos de adolescência que eu vi pouquíssimo com o passar dos anos numa sala vazia de aniversário (além deles, só família mais chegada). Era quase inédito um aniversário meu com tão pouca gente. Talvez por esse motivo, pensei em mostrar os dois emails recebidos - me surpreendeu o dia e a hora enviados (sábado à meia-noite) a eles me convidando a visitar os Caminhos da Luz (assim é chamado o percurso de Chico Xavier em Pedro Leopoldo).


Logo em seguida, surge deles a reação inesperada:  "Você quer fazer a peregrinação de Chico Xavier? Nossa, era nosso sonho! Vamos juntos?". Ali era definido o ponto de partida com a minha aquiescência  plena.
Era o acaso dos acasos, a congruência das energias e o sinal verde para eu ir ao encontro da obra de Chico Xavier. Eu nunca acreditei em simples acasos e a minha trajetória me levava a confirmar que acasos nada mais são que avisos. Avisos cheios de razão de ser.


Era hora de planejar a viagem às cidades onde Chico havia morado: Uberaba e Pedro Leopoldo. Levamos dois meses sonhando com a viagem, verificando lugares para dormir, visitar, sentir e sonhar. Cada detalhe era preparado com carinho, líamos, nos informávamos, colhíamos todas as informações possíveis.

Enquanto o tempo se aproximava, o coração era tomado de uma profunda fome de saber e de beber daquele conhecimento deixado por Chico e seus amigos espirituais. O sentimento era pulsante e se fortalecia com a proximidade do momento de partida.

Pela estrada afora, um percurso de 900 quilômetros e 10 horas até Uberaba. Era a nossa estrada, o nosso caminho a ser percorrido com fé.



Nem o cansaço da viagem,  nem o dia a dia do trabalho nos tirou o brilho no olhar quando aportamos em Uberaba. A placa anunciava a chegada da cidade e nós sorríamos de lado a lado da boca.

Nossa primeira incursão foi reconhecer o terreno, descobrir prontamente onde iríamos às 20h - a Casa da Prece, pois não queríamos perder nenhum minuto da jornada prevista.

A fé que nos acalentava era maior do que qualquer religião. Era a fé das energias fortes, energia de Chico Xavier, fé das caridades e da doação. Estávamos prontos para ancorar.

Todos de câmeras em punho para fotografar todos os momentos possíveis. E confesso que me surpreendi com a foto que eu mesma tirei da Casa da Prece, a primeira foto. Eu, uma quase ignorante completa em matéria de fotografia, fotografei luzes, não sei de onde, não sei como.


Nem me perguntem de que ângulo fotografei, não lembro, Só sei que a primeira imagem que guardei daquela noite foram luzes vibrantes fortes.

Seria a noite número 1 de quatro dias e noites de muita entrega e inspiração.
Permita-me o convite para me acompanhar na história que conto em capítulos.

Minha observância da vida nunca mais será a mesma.


Despeço-me de vocês com ternura, porque foi muita ternura que trouxe na bagagem.
E agradeço a paciência e o interesse em ler o que escrevo.

Que Deus possa fazer com que eu inspire e motive muita gente enquanto dou passo, após passo e passo.

Beijos de fé.

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