21 de março de 2013

O maravilhoso nado com os golfinhos

Perdoem-me a ausência inusitada, no entanto fiquei sem Internet durante 6 dias e sem acesso ao blog. Pode parecer brincadeira, na terra do Tio Sam, também tem conexão ruim, acreditem se quiser.

Tudo por uma boa causa, novos aprendizados, desafios, sensações.
E o compartilhamento de tudo isso.

Foi melhor do que eu esperava:: nadei, juro que nadei com os golfinhos!



Enquanto no ar, a emoção voa em todos os sentidos, com os golfinhos, mergulhamos nas emoções, na água de onde viemos, é nosso princípio. E sentir o animal de perto - que mais parece gente - é tudo. Água, nosso habitat natural. Ainda mais para mim do signo de Peixes.

Primeiro, interagir com os golfinhos, sentir, acariciar - golfinho também preza pela intimidade que se constrói a cada dia - e, aos poucos, entender o perfil do golfinho, como ele se comunica, como reage, do que não gosta - não tentem acariciar, por exemplo, o ouvido do golfinho, é por lá que ele respira, pode se sentir sufocado. E por lá o golfinho transmite seus sons também. O golfinho fala pelo que ouve ou ouve e fala pelo mesmo órgão. A se pensar, não é?

Se olhar a foto, tudo parece simples. Mas nada é tão natural como parece.
Para nadar com os golfinhos, estar bem perto, precisei achar um lugar para nadar, viajar (por pouco tempo, é verdade), precisei organizar minha agenda, compromissos, deixar todo o meu trabalho pronto, treinar os funcionários na minha ausência, manter o canal de comunicação em caso de urgência, juntar o dinheiro para nadar com os golfinhos - infelizmente não é fácil nadar com os golfinhos numa praia qualquer - e planejar reuniões e muito mais. Muitos me perguntam como faço.

Bem, posso até passar a receita, mas as boleiras fazem seu bolo à sua moda e eu faço minha organização à Vera. Acreditem nas possibilidades e nos milagres dos encontros. Lá estava eu com dois grandes desafios - levar alguém para visitar os Estados Unidos (no início nem me dei conta que havia escrito isso na lista das 50 coisas) e nadar com os golfinhos, sonho de criança. E lá estávamos nós: Rachel e eu na água, abraçadas felizes, mais parecendo duas peixas, com o bichinho.


 O primeiro ingrediente do bolo é o famoso "Organize-se". Muitas vezes, nos organizamos para trabalhar, criar filhos, gerar mais receita, ganhar mais e mais e nos esquecemos de nos planejar para a felicidade e a realização pessoal. Por que o "organize-se" do trabalho é mais importante do que o "meu organize-se"?

Num ano cheio de desafios e com a empresa em crescimento, confesso que é uma dinâmica meio louca vez por outra. Quando o nosso combustível é o prazer, toda a estrada fica leve e cheia de gás. Mesmo de onde não se sabe, vem a energia divina nos guiar para os desafios. Além de nossa mão divina para saber conduzir essa energia. E acolher o golfinho, como se fosse um generoso aperto de mão de boas vindas.


Depois é chegada a hora de partir para o abraço e beijo. O mundo dos carinhos animais, o mundo dos carinhos deliciosos.

Gente, parecia que o golfinho gostava tanto do beijo quanto eu....E que me fazia carinho contente. O golfinho se chamava Star. Nome próprio bem escolhido para o momento de estreia, estrela.




Se fosse por mim, ficaria ali interagindo por dias, mesmo na água geladíssima (e vento frio do lado de fora).
Bom demais estar perto de um animalzinho tão singular.

Para fechar com chave de ouro e para que meu sonho se tornasse realidade, nadei com o golfinho.
Reparem no sorriso arreganhadamente aberto e na felicidade visivelmente infantil. Felicidade de toda uma vida. Deixei todas as fotos no blog para que vejam como é bom se sentir vivo, criança, adulto, você mesma, livre.







Como foi bom nadar com os golfinhos e ainda é na minha memória emotiva. Guardei o sentimento e fechei às sete chaves, levo para a vida comigo e recomendo.

Nadei nas águas do meu sonho e muito bem acompanhada.

Beijos e estou de volta...

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