29 de março de 2013

A dança da vida

Se pensamos em aula de dança, pensamos imediatamente em pés, gingado, aprendizado de passos.
E, para aprender a dançar, é preciso doação, entrega do corpo e da alma para se deixar levar pelo ritmo da música e pela condução do instrutor (ou instrutora).

Então, bastava ligar para a Academia de Dança e marcar. Negativo, era preciso sair da inércia, da zona de conforto, da caverna segura para um mundo novo. Esse era o grande desafio da dança.


O momento de chegada à Academia de Dança foi bem longo apesar de menos de um quilômetro de distância da minha casa. Já faço contato com a Academia há anos sem sucesso. Por volta de 5 anos atrás, fiz uma aula-teste, mas não voltei por lá. Depois da primeira aula, a mesma dificuldade. É muito louco compreender as reações ou falta delas no momento em que se pensa: preciso ir, preciso dançar. É preciso caminhar.

Esse ano a dança haveria de sair dos sonhos. Era o ano dos 50 desafios. 


Na 2ª aula já mais à vontade com o instrutor Bruno Cantisano, me senti feliz de estar novamente lá.
Eu conseguia experimentar uma sensação de pequeno conhecimento, meus primeiros passinhos estavam  se encontrando com os passos dele e com a música do zouk.


Devo dizer, na maior sinceridade, que o esforço valeu e muito.
Eu e o zouk nos encontramos numa grande paixão. Agora eu podia entender uma legião de fãs e dançarinos de zouk que se desdobram nos quatro cantos do mundo para acompanhar os chamados "congressos" de zouk para dançar até 5h da manhã e encontrar outros impulsionados por essa dança.


Comecei a evoluir na pista de dança como se fosse na Avenida, na Passarela do Samba. Quanto mais consciente de cada passo você fica, mais você deixa o corpo a cargo de suas emoções, deixa a música criar o ritmo de seus pés e fluir diante de seu próprio nariz como se, de repente, se transformasse em parte de você. Só que existe um "porém": a dança para ser completa pede uma entrega sua.







Incrível como a dança alegra, dá um sentimento de satisfação imenso. Normalmente quando eu ouvia as pessoas falando de dança e de zouk propriamente dito, achei que exageravam quando se referiam ao poder da dança. Hoje vejo que nada tem de exagero, é verdadeiro, o sentimento está ali, pulsante dentro de você.
Pedindo mais e mais.


Para entender melhor  a dança, Bruno parou a aula e passou algumas informações.

Não tem pressa dançando. Você não pode ter pressa, dizia o Bruno. Você não pode dançar na frente do ritmo da música. E aí ele explicou como se explicasse apenas a dança. 

E eu abri os ouvidos bem abertos para ouvir. "Todos os passos são importantes".
Mais uma vez entendia que a dança também era parte da vida. E, como vida, entendia que, assim como na dança, todos os passos são importantes inclusive uma ligação, uma pequena caminhada até o destino final.


Eu caminhei, dancei, me superei mais um pouco, mais uma vez.
Enorme sensação de vitória e de prazer.

Beijos dançantes e Feliz Páscoa.

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